Provérbios e Sentenças Latinos

Expressões Latinas 3

A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V X Z

A

  • A barba stolide discunt tondere novelli. (Na barba do tolo aprende o barbeiro novo.)
  • A bove majore discit arare minor. (O boi mais velho ensina o mais novo a arar.)
  • A digito cognoscitur leo. (Pelo dedo se conhece o leão.)
  • A fructibus eorum cognoscetis eos. (Pelos frutos se conhece a árvore.)
  • A inclusione unius ad exclusionem alterius. (Da inclusão de um à exclusão de outro.)
  • A mandato seu praecepto non est inchoandum. (Não se deve começar do mandado ou do preceito.)
  • A se impetrare ut nom posse. (Não se pode demandar contra si mesmo.)
  • A teneris consuescere multum est. (De pequenino se torce o pepino.)
  • Ab alio expectes, quod alteri feceris. (O que fizeres, encontrarás.)
  • Ab alio spectes alteri quod feceris. (Quem faz o mal, espere outro tal.)
  • Ab auditione mala non timebit. (O homem honrado não teme murmúrios.)
  • Ab imo pectore. (Do fundo do meu coração.)
  • Ab ungibus leo. (Pelo dedo se conhece o gigante.)
  • Abbati, medico, potronoque intima pande. (A padre, médico e advogado, falar verdade.)
  • Absens heres non erit. (Não há ausentes sem culpa nem presentes sem desculpa.)
  • Absit qui mea manducat mecum et sua secum. (Arrenego do amigo que come o meu comigo e o seu consigo.)
  • Absque argento omnia vana. (Sem dinheiro, tudo é vão.)
  • Absque vado fluvius, nec stat sine pelice proles. (Em longa geração, há conde e ladrão.)
  • Abundans cautela non nocet. (Cautela em excesso não faz mal a ninguém.)
  • Abusus non est usus, sed corruptela. (Abuso não é uso, mas corruptela.)
  • Abusus non tollit usum. (O abuso não tolhe o uso.)
  • Abyssus abyssum invocat. (Um abismo atrai o outro.)
  • Accepto damno januam claudere. (Fechar a porta depois de arrombada.)
  • Accipe quod tuum, alterique da suum. (Aceita o que é teu e dá o alheio a seu dono.)
  • Accipere quam facere praetat injuriam. (Antes sofrer o mal que fazê-lo.)
  • Accipere, quam facere, praestat injuria. (Antes sofrer injúria, que praticá-la.)
  • Accipiat felis quae vellent rodere mures. (Se há de se dar ao rato, dê-se ao gato.)
  • Acum in meta foeni quaerere. (Procurar agulha em palheiro.)
  • Ad astra et ultra. (Até os astros e além.)
  • Ad astra per ardua. (Às estrelas com esforço!)
  • Ad commodum suum quisquis callidus est. (Cada qual acode onde mais lhe dói. / Cada qual sabe onde o sapato lhe aperta.)
  • Ad concilium ne accesseris antequam vocaris. (Ninguém se meta onde não é chamado.)
  • Ad impossibilia nemo tenetur. (Ninguém é obrigado a fazer o impossível.)
  • Ad praesesn ova cras pullis sunt meliora. (Mais vale um ovo hoje que uma galinha amanhã.)
  • Adde parum parvo magnus acervo erit. (De grão em grão, a galinha enche o papo.)
  • Adhuc sub judice lis est. (Não julgar apressado, esperar o fim.)
  • Aegroto dum anima est, spes est. (Enquanto o doente respira, há esperança.)
  • Aequalis aequalem delectat. (Igual com igual se apraz.)
  • Aequiparat factum nobile velle bonum. (A boa vontade supre a obra.)
  • Aequitas praeferitur rigore. (É preferível a equidade ao rigor.)
  • Aes debitorum leve, grave inimicum facit. (Pequenas dívidas fazem grandes inimigos.)
  • Aes formae speculum est, vinum mentis. (No espelho, vê-se o rosto; no vinho, o entendimento.)
  • Aes sunt quod aliis nobis debentur. (Crédito é o que os outros nos devem.)
  • Aetas mala merx mala terga. (Velhice e mercadoria ruim levam-se às costas.)
  • Aetatem habet, ipse sibi consulte expertus. (A boi velho não busques abrigo.)
  • Affinem nullum dives avarus habet. (O avarento rico não tem parente nem amigo.)
  • Afflicto non est addenda afflictio. (Não se aumenta a aflição do aflito.)
  • Agentes et consentientes pari poena puniuntur. (Tão bom é o ladrão como o consentidor.)
  • Agere non loqui. (Agir, não falar.)
  • Alea jacta est. (A sorte está lançada.)
  • Alea turpis mediocribus. (O jogo só é desonroso para o pobre.)
  • Aliena vitia in oculis habemus, a tergo nostra sunt. (Não vê a trave que tem no olho e vê um argueiro no do vizinho.)
  • Alieni appetens, sui profusus. (Ávido do alheio, pródigo do próprio.)
  • Alii sementem faciunt; alii metent. (Uns plantam, outros colhem.)
  • Aliquis non debet esse judex in propria causa. (Não se deve ser juiz de causa própria.)
  • Aliud alic vitio est. (Cada qual tem seu defeito.)
  • Aliud est celere, aliud tacere. (Uma coisa é ocultar; outra, calar.)
  • Aliud est dare, aliud promittere. (Uma coisa é dar; outra, prometer.)
  • Aliud est facere, aliud est dicere. (Do dizer ao fazer vai muita diferença.)
  • Aliud in ore, aliud in corde. (O coração sente e a boca mente.)
  • Alium silere quod voles, primum sile. (Cala primeiro o que queres que os outros calem.)
  • Allegatio sine probatione veluti campana sine pistillo est. (Alegação sem prova é como sino sem badalo.)
  • Allia quando terunt retinent mortaria gustum. (O pilão conserva o odor do alho socado.)
  • Allia quando terunt, retinent mortaria gusta. (Cada cuba cheira ao vinho que tem.)
  • Alta a longe cognoscit. (De longe, vê-se o alto.)
  • Alteri ne facias quod tibi fieri non vis. (Não faças aos outros o que não queres que te façam.)
  • Alterius festum solum invitatus adibis. (A boda ou a batizado não vás sem ser convidado.)
  • Alterius non sit qui suus esse potest. (Quem pode ser seu, sendo de outro é sandeu.)
  • Amantium ira redintegratio amoris est. (Arrufos de namorados são amores renovados.)
  • Amantium irae amores integratio sunt. (Brigas de namorados, amores renovados.)
  • Amat victoria curam. (A vitória ama a cautela.)
  • Amicitia vera similis est consanguinitati proximiori. (Amigo velho é parente.)
  • Amicus certus in re incerta cernitur. (Amigo certo conhece-se na hora incerta.)
  • Amicus Plato, sed magis amica veritas. (Amigo de Platão, porém mais amigo da verdade.)
  • Amor amore compensatur. (Amor com amor se paga.)
  • Amor caecus. (O amor é cego.)
  • Amor et potestas impaciens consortis. (O amor e o poder não querem sócios.)
  • Amor omnia vinciti. (O amor vence tudo.)
  • Amor tussisque non celantur. (O amor e a tosse não podem ser escondidos.)
  • Amor vincit omnia. (O amor tudo vence.)
  • Amplius juvat virtus, quam multitudo. (Mais vale a qualidade que a quantidade.)
  • Anceps fortuna belli. (A sorte da guerra é incerta.)
  • Annosa vulpes non capitur laqueo. (Raposa velha não cai em armadilha.)
  • Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. (Antes que conheças, não louves nem ofendas.)
  • Antiquus pullum scandere novit eques. (Para cavalo novo, cavaleiro velho.)
  • Anulus aureus in nare suilla. (Anel de ouro não é para focinho de porco.)
  • Aquila non captat muscas. (A águia não caça moscas.)
  • Arbor bona fructus bonos facit. (A boa árvore dá bons frutos.)
  • Arbor ex fructu cognoscitur. (A árvore se conhece pelos frutos.)
  • Arbor ex frutcu cognoscitur. (Pelo fruto se conhece a árvore.)
  • Arbore de dulci dulcia poma cadunt. (De boa árvore, bom fruto.)
  • Arcus tensus saepius rompitur. (Corda puxada se quebra.)
  • Ars est celare artem. (A arte está em esconder a arte.)
  • Ars longa, vita brevis. (A arte é eterna, a vida é breve.)
  • Ars portus miseriae. (O trabalho é o abrigo contra a pobreza.)
  • Asinus asino et sus sui pulcher est. (Coruja não acha os filhos feios.)
  • Asinus asinum fricat. (Um asno esfrega o outro.)
  • Aspiciunt oculi duo lumina clarius uno. (Dois olhos vêem mais que um.)
  • Associat dives tumidos opulentia fastus. (De rico a soberbo não há palmo inteiro.)
  • Auctor opus laudat. (O autor louva sua obra.)
  • Audacem reddit felis absentia murem. (A ausência do gato torna ousado o rato.)
  • Audaces fortuna juvat, timidosque repellit. (Ao homem ousado, a fortuna estende a mão.)
  • Audies bene ab hominibus et tuto vivas. (Ganha fama e deita-te na cama.)
  • Auribus frequentius quam lingua utere. (Ver, ouvir e calar.)
  • Auro loquente, nihil pollet quaevis oratio. (Onde o ouro fala, tudo cala.)
  • Auspiciunt oculi duo lumina clarius uno. (Quatro olhos vêem mais do que dois.)
  • Aut non tentaris, aut perfice. (Para não acabar, é melhor não começar.)
  • Avarum irritat, non satiat pecunia. (O dinheiro excita, mas não sacia o avarento.)
  • Ave bono sensu. (Salve o bom sentido.)
  • Avidum sua saepe deludit aviditas. (O ávido se ilude pela própria avidez.)

B

  • Barba non facit philosophum. (A barba não faz o filósofo.)
  • Bellum dulce inexpertis. (Bem parece a guerra a quem não vai nela.)
  • Balbus balbum intellegit. (Um gago entende o outro.)
  • Beati monoculi in terra caecorum. (Em terra de cegos, quem tem um olho é rei.)
  • Bene imperat qui bene paruit aliquando. (Bem sabe mandar, quem soube obedecer.)
  • Bestia bestiam novit. (Um ruim reconhece outro.)
  • Bis dat qui cito dat. (Dá duas vezes quem dá depressa.)
  • Bis gratum quod ultro offertur. (Mais vale um “toma” que dois “te darei”.)
  • Bis tergendus erit qui male sputa jacit. (Quem mal cospe, duas vezes se alimpa.)
  • Boni pastoris est tondere pecus, non deglubere. (O bom pastor deve tosquiar, e não esfolar o seu rebanho.)
  • Bonis nocet qui malis parcet. (Quem poupa os maus, prejudica os bons.)
  • Bonis nocet qui malis parcit. (Perdoar ao mau é dizer-lhe que o seja.)
  • Bonum vinum laetificat cor hominis. (O bom vinho alegra o coração do homem.)
  • Bonus pastor animam suam dat pro ovibus suis. (O bom pastor dá sua vida por suas ovelhas.)
  • Bonus rumor alterum est patrimonium. (Ganha fama e deita-te na cama.)

C

  • Carpe diem. (Aproveite o dia.)
  • Carpe noctem. (Aproveite a noite.)
  • Carpe omnium. (Aproveite tudo.)
  • Cedit oneri fortuna suo. (A fortuna cede ao seu próprio peso.)
  • Crescit in egregios parva juventa virus. (Dos meninos se fazem os homens.)
  • Callidus est latro qui tollit furta latroni. (Ladrão que furta a ladrão tem cem anos de perdão.)
  • Canes timidi vehementius latrant. (Cão que ladra não morde.)
  • Cantharus assidue gestatus perdidit ansam. (Tanto vai o pote à bica, que um dia lá se fica.)
  • Carente capite non opus est pileo. (Quem não tem cabeça, não carrega chapéu.)
  • Carnem hesternam, panem hodiernum, annotina vina, sume libens dicto tempore, sanus eris. (Pão de hoje, carne de ontem e vinho de outro verão fazem o homem são.)
  • Causa debet praecedere effectum. (Não há efeito sem causa.)
  • Cavete a macilento non famelico. (Homem magro, sem ser de fome, vale por dois.)
  • Cavete tis quos natura signavit. (Deus, que o marcou, alguma coisa nele achou.)
  • Cespite natali quilibet optat ali. (Para o passarinho, não há como seu ninho.)
  • Cogito, ergo sum. (Penso, logo existo.)
  • Cogitationis nemo poenam patitur. (Ninguém sofre pena pelo simples fato de pensar.)
  • Comes facundus in via pro vehiculo est. (Andando de dois, se encurta o caminho.)
  • Commoditas omnis fert secum incommoda. (Não há gosto que não custe.)
  • Commoditas omnis fert sua incommoda. (Em toda parte há um pedaço de mau caminho.)
  • Confestim fletus emissae conjugis arent. (Dor de mulher morta dura até à porta.)
  • Consensus tollit errorem. (O erro repetido passa por verdade.)
  • Consilium faciendo, facto adhibeto medelam. (Ao que está feito, remédio; ao por fazer, conselho.)
  • Consuetudo altera natura. (O costume é uma segunda natureza.)
  • Contra vim mortisnon est medicamen in hortis. (Para tudo há remédio, menos para a morte.)
  • Copia sermonis non est consors rationis. (Quem mais grita não é quem tem mais razão.)
  • Cornu bos capitur, voce ligatur homo. (O boi pelo chifre, o homem pela palavra.)
  • Crudelius est quam mori semper mortem timere. (Temer a morte é morrer duas vezes.)
  • Cui licet quod est plus, licet utique quod est minus. (Quem pode o mais, pode o menos.)
  • Cui lingua est grandis, parvula dextra est. (Língua comprida, sinal de mão curta.)
  • Cui non licet quod est minus, utique non licet quod est plus. (Quem não pode o menos, não pode o mais.)
  • Cui nunquam satis est, possidet ille nihil. (Nada tem quem não se contenta com o que tem.)
  • Cui pudor non est, orbi dominator. (Quem não tem vergonha, todo o mundo é seu.)
  • Cum sale et sole omnia fiunt. (Sol e sal livram a gente de muito mal.)
  • Cum satur est felis, se totum lambere gaudet. (Bem se lambe o gato, depois de farto.)
  • Custodit vitam qui vustodit sanitatem. (Saúde cuidada, vida conservada.)

D

  • Daemonium vendit qui daemonium prius emit. (Quem diabos compra, diabos vende.)
  • Dantur divitiae non nisi divitibus. (Ganha dinheiro quem tem dinheiro.)
  • Dat tibi, ut accipiat duplicata numismata, egenus. (Se te dá o pobre, é para que mais te tome.)
  • De cunctis loquitur faemina quae tota cursitat urbe vaga. (Mulher andeja fala de todos, e todos dela.)
  • De damno proprio quisque dolere scit. (Cada qual sente seu mal.)
  • De gustibus et coloribus non est disputandum. (Sobre gosto não se discute.)
  • De nihilo nihilum. (De nada nada se faz.)
  • De profundis clamabo ad te, Domine. (Das profundezas clamo por ti, Senhor!)
  • De re irreparabile ne doleas. (O que não tem remédio, remediado está.)
  • Debitor debitoris mei debitor meus est. (Quem deve a quem me deve, a mim me deve.)
  • Dementis convitia nihil facias. (Antes calar que com doidos altercar.)
  • Dentes atque pedes asinini exordia amoris. (Amor de asno entra a coices e dentadas.)
  • Desinant maledicere malefacta ne noscant sua. (Quem tem telhado de vidro não atira pedra no dos outros.)
  • Deterior parvum sanctificare solet. (Atrás de mim virá quem bom me fará.)
  • Detrahitur cauda nunquam bene pellis ab ima. (O pior de esfolar é o rabo.)
  • Deus est solus scrutator cordium. (Deus não lê nas caras e, sim, nos corações.)
  • Deviat a solitis regula cuncta viis. (Não há regra sem exceção.)
  • Dextra fricat laevam, vultus fricatur ab illis. (Uma mão lava a outra e ambas o rosto.)
  • Dicitur ignis homo, sic femina stupa vocatur; insuflat deamons; gignitur ergo focus. (Homem é fogo e mulher estopa: vem o diabo e sopra.)
  • Dictum et factum. (Dito e feito.)
  • Tempus dominus rationis est. (O tempo é o senhor da razão.)
  • Dies posterior prioris est discipulus. (Com o tempo, vem o tento.)
  • Difficile est longum subito deponere amorem. (É difícil esquecer de repente um longo amor.)
  • Digitum stulto ne permittas. (Dá-se o pé e ele quer a mão.)
  • Diligis, cadis cum faece sicutis, amici. (Comida feita, companhia desfeita.)
  • Dimidium facti qui bene coepit habet. (Trabalho bem começado, meio acabado.)
  • Doceri velle summa est eruditio. (Querer aprender é suma erudição.)
  • Dominus vidit multum in rebus suis. (O olho do dono trabalha mais que as mãos.)
  • Donat cum egenus diviti retia videtur tendere. (Quando o pobre dá presente ao rico, parece armar-lhe redes.) – Catulo
  • Donec eris felix, multos numerabis amicos. (Preso e cativo não tem amigo.)
  • Dormientibus non sucurrit jus. (A lei não protege os que dormem.)
  • Dormiens nihil lucratur. (Raposa que dorme não apanha galinha.)
  • Dubitando ad veritatem parvenimus. (Duvidando é que chegamos à verdade.) – Cícero
  • Dubium sapientiae initium. (Quem mais duvida, mais aprende.)
  • Dulce et decorum est pro patria mori. (Doce e honroso é morrer pela pátria.) — Horácio
  • Dulcia non meruit qui non gustavit amara. (Não merece o doce quem não prova o amargo.)
  • Dulcia non novit qui non gustavit amara. (Não gosta do doce quem não prova o amargo.)
  • Dulcis est somnus operantes. (Quem trabalha o dia inteiro, acha mole o travesseiro.)
  • Dum canis os rodit, socium quem diligit odit. (Cachorro de cozinha não quer colega.)
  • Dum felis dormit saliunt mures. (Enquanto dormem os gatos, correm os ratos.)
  • Dum repascis natos pane, flagella premant. (Quem dá o pão dá o castigo.)
  • Dura lex sed lex. (A lei é dura mas é a lei.)

E

  • Exempla movent magis quam verba. (Os exemplos movem mais do que as palavras.)
  • E fimbria de texto judicatur. (Pela amostra se conhece a chita.)
  • Edendum tibi est ut vivas, et non vivendum ut edas. (Comer para viver, e não viver para comer.)
  • Efficit ignavos patris indulgentia natos. (O muito mimo perde os filhos.)
  • Emere malo quam rogare. (Mais barato é o comprado que o pedido.)
  • Equi donati dentes non inspiciuntur. (A cavalo dado não se olha o dente.)
  • Errando discitur. (Errando é que se aprende.)
  • Errare humanum est. (Errar é humano.)
  • Esse sibi similes alios fur judicat omnes. (O ladrão cuida que todos o são.)
  • Est qui macram regis vaccam, solvit opimam. (Quem vaca de el-rei come magra, gorda a paga.)
  • Et vitrum et mulier sunt in discrimine semper. (Mulher e vidro sempre estão em perigo.)
  • Ex abundanctia enim cordis os loquitur. (A boca fala do que está cheio o coração.)
  • Ex alieno corto longa corrigio. (Da pele alheia, grande correia.)
  • Ex aspectu nascitur amor. (O amor entra pelos olhos.)
  • Ex digito gigas. (Pelo dedo se conhece o gigante.)
  • Ex domo felis discendit mus impransus. (De casa de gato não sai rato farto.)
  • Ex fumo dare lucem. (Onde há fumaça houve fogo.)
  • Ex gutta mellis generantur flumina fellis. (Pouco fel faz azedo muito mel.)
  • Ex nihilo nihil fit. (Nada vem do nada.)
  • Ex ore parvulorum veritas. (A verdade sai da boca das crianças.)
  • Ex ore tuo te judico. (Julgo-te pelas tuas próprias palavras.)
  • Ex ungue leonem. (Pela unha se sabe que é um leão. ⇒ Por um pequeno pormenor se conhece a totalidade.)
  • Exceptio regulam probat. (A exceção confirma a regra.)
  • Experientia praestantior arte. (A experiência vale mais que a ciência.)
  • Experta est linguas auris iniqua malas. (Quem escuta, de si ouve.)
  • Extremis morbis, extrema, exquisita remedia optima sunt. (Para grandes males, grandes remédios.)

F

  • Fur furem cognoscit. (Um ladrão reconhece outro ladrão.)
  • Fortuna caeca est. (O destino é cego.)
  • Factes tua computat annos. (Cada qual tem a idade que parece ter.)
  • Festinus intellige, tardus loquere. (Entende primeiro e fala derradeiro.)
  • Fugit irreparabile tempus. (O tempo vai e não volta.)
  • Faber est quisque tortunae suae. (O homem faz-se por si.)
  • Faecem bibat qui vinum bibit. (Quem comeu a carne que roa os ossos.)
  • Fallacia alia aliam trudit. (Uma mentira acarreta outra.)
  • Fallitur visio. (As aparências enganam.)
  • Fama volat. (A fama tem asas.)
  • Fames magistra. (A necessidade é mestra.)
  • Fames optimum condimentum. (Não há tempero tão bom como a fome.)
  • Fecit iter longum, comitem qui liquit ineptum. (Antes só do que mal acompanhado.)
  • Fel latet in melle et mel non bibitur sine felle. (Não há gosto sem desgosto.)
  • Felix est non aliis qui videtur, sed sibi. (Feliz é quem feliz se julga.)
  • Feminarum furgiis deteguntur vera. (Brigam as comadres, descobrem-se as verdades.)
  • Ferociam sacietas parit. (Fartura faz bravura.)
  • Ferrum ferro acuitur. (Uma faca amola a outra.)
  • Ferrum quo non utimur, obducitur rubigine. (Chave que se usa está sempre limpa.)
  • Fervet olla, vivit amicitia. (Enquanto há figos, há amigos.)
  • Festina lente. (Devagar, que tenho pressa!)
  • Festinare docet. (A pressa é inimiga da perfeição.)
  • Festinatio tarda est. (Quem corre, cansa; quem anda alcança.)
  • Fiat justitia et ruat caelum. (Faça-se justiça, embora desabem os céus.)
  • Finis coronat opus. (O fim coroa a obra.)
  • Flare simul, sorbere simul, res ardua semper. (Com bochecha cheia de água ninguém sopra.)
  • Flectere commodius validas quam frangere vires. (Antes torcer que quebrar.)
  • Fortuna audaces sequitur. (A sorte acompanha os audazes.)
  • Fortuna vitrea est: tum cum splendet, frangitur. (A fortuna é como o vidro: tanto brilha, como quebra.)
  • Fratrum irae acerbissimae. (Intriga de irmão, intriga de cão.)
  • Frons, oculi, vultus persaepe mentiuntur. (Quem vê cara, não vê coração.)
  • Frustra sperabis ab alieno, quodipse tibi praestre noluisti. (O bem que não fizeres, dos teus não esperes.)
  • Furem fur cognoscit, et lupum lupus. (Lobo não come lobo.)

G

  • Grandaevi nati, labores duplicati. (Filhos criados, trabalhos dobrados.)
  • Grata brevitas, grata novitas. (Brevidade e novidade muito agradam.)
  • Gratia gratiam parit. (Quem graças faz, graças merece.)
  • Guttatim pelagi perfluit omnis acqua. (De gota em gota o mar se esgota.)
  • Gutta cavat lapidem, non vi sed saepe cadendo. (Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.)

H

  • Hodie mihi, cras tibi. (Hoje sou eu, amanhã será você.)
  • Habitus non facit monachum. (O hábito não faz o monge.)
  • Hic tua mercatur quia a te saepe precatur. (O rogado é mais caro que o comprado.)
  • Hoc aurum scito pretium quod pr tenet aureo. (Ouro é o que ouro vale.)
  • Hodie mihi, cras tibi. (Hoje por mim, amanhã por ti.)
  • Homo proponit, sed Deus disponit. (O homem põe e Deus dispõe.)
  • Homo homini lupus. (“O homem é lobo do próprio homem.” – Hobbes)
  • Homo sum, nihil humani a me alienum puto. (Sou homem: nada do que é humano reputo alheio a mim.)
  • Honesta fama est alterum patrimonium. (Boa fama vale dinheiro.)
  • Horrescit gelidas felis adustus aquas. (Gato escaldado de água fria tem medo.)
  • Hospes et piscis tertio quoque die odiosus est. (Hóspede e peixe com três dias fede.)
  • Hostis nunquam contemnendus. (Tolo é quem cuida que o seu inimigo se descuida.)
  • Honor Alit Artes. (A honra alimenta as artes.)

I

  • Iactura paucorum serva multos. (A sobrevivência de muitos justifica o sacrifício de poucos.)
  • Iustitia et misericordia coambulant. (A justiça e a misericórdia andam juntas.)
  • Ille nihil dubitat qui nullam scientiam habet. (Nada duvida quem nada sabe.)
  • Ille est pacis amans, quicunque negata retracta. (Quem nega e depois faz, quer paz.)
  • Illic est oculus qua res quam adamamus. (Os pés irão onde quiser o coração.)
  • Imperat et clamat quaecumque est femina dives. (Em casa de mulher rica, fala o marido e ela grita.)
  • Importunus erit crebo quicumque rogabit. (Quem muito pede, muito fede.)
  • Improba vita, mors optabilior. (É melhor uma boa morte do que uma ruim sorte.)
  • In angustiis apparent amici. (Nas ocasiões é que se conhecem os amigos.)
  • In cauda venenum. (Na cauda é que está o veneno.)
  • In maledicto plus injuriae quam in manu. (Palavras ditas, pancadas dadas.)
  • In maledicto plus injuriae quam in manu. (Saram cutiladas e não más palavras.)
  • In medio virtus. (No meio é que está a virtude.)
  • In mutiloquio non deerit stultitia. (Muito falar, muito errar.)
  • In omni fortuna tuis adhaere. (Mal ou bem, com os teus te avém.)
  • In periculo non est dormiendum. (Quem tem inimigo, não dorme.)
  • In vento scribit laedens; in marmore laesus. (Aquele a quem se dá, o escreve sobre a areia; aquele a quem se tira, o escreve sobre o bronze.)
  • In vino veritas. (No vinho está a verdade.)
  • Incidit in flammam cupiens vitare favillas. (Saltar das brasas e cair nas labaredas.)
  • Incipis invitus cessasque invitus ab esu. (Comer e coçar, tudo está em começar.)
  • Industriam adjuvat Deus. (A quem trabalha, Deus ajuda.)
  • Inimici sui amicum nemo in amicitia sumit. (Não pode ser meu amigo o amigo de meu inimigo.)
  • Injuriarum remedium est oblivio. (A maior vingança é o desprezo.)
  • Inopi nullus amicus. (Pobre não tem amigo nem parente.)
  • Inops, potentem dum vult imitari, perit. (A desgraça do pobre é querer imitar o rico.)
  • Inspice bis potum et chartam subscribe scienter. (Não se bebe sem ver, nem se assina sem ler.)
  • Inter dictum et factum multum differt. (Do dito ao feito vai grande eito.)
  • Ira quae tegitur nocet. (Guarda-te de homem que não fala e de cão que não ladra.)

J

  • Jam tua res agitur, paries cum proximus ardet. (Quem vê a barba do vizinho arder, bota a sua de molho.)
  • Jejunat satis is qui paucis vescitur escis. (Bem jejua quem mal come.)
  • Jejunus stomachus raro vulgaria temnit. (Asno que tem fome, cardos come.)
  • Judex ille sapit qui darde censet et audit. (O bom juiz ouve o que cada um diz.)
  • Judex in causa propria nemo esse potest. (Ninguém pode ser juiz em causa própria.)
  • Judices nascuntur, advocaci fiunt. (Juízes nascem, advogados fazem-se.)
  • Jus rationis abest, ubi saeva potentia regnat. (Onde há força, direito se perde.)

L

  • Laborum aedificat. (O trabalho edifica.)
  • Laedere facile, mederi difficile. (É mais fácil rasgar que costurar.)
  • Lembens assidue eliciet canis ore cruorem. (Cão que muito lambe, tira sangue.)
  • Lepores duos insequens, neutrum capit. (Quem corre atrás de dois, um vai embora.)
  • Lippis et tonsoribus notum. (Não há gato, nem cachorro que não saiba.)
  • Longa valetudo, certissima mors. (Doença comprida em morte acaba.)
  • Lucrum unibus est alterius damnum. (A desgraça de uns é o bem de outros.)
  • Labor improbus omnia vincit. (Com paciência e perseverança, tudo se alcança.)
  • Labor omnia vincit. (O trabalho tudo vence.)
  • Laborare est orare. (Quem está trabalhando, a Deus está se encomendando.)
  • Largitur pluvias, ubi vult divina potestas. (Quando Deus quer, com todos os ventos chove.)
  • Laudato vino non opus est hedera. (O bom vinho escusa pregão.)
  • Laudato vino non opus est hedera. (O que é bom por si se gaba.)
  • Laus in ore proprio villescit. (Elogio de boca própria é vitupério.)
  • Leges bonae malis ex moribus procreantur. (Dos maus costumes nascem as boas leis.)
  • Legitimus propria quaestus ab arte venit. (Onde o galo/padre canta, aí janta.)
  • Leoni mortuo lepores insultant. (Depois da onça morta, até cachorro mija nela.)
  • Liber inops servo divite felicior. (Antes pobre sossegado que rico atrapalhado.)
  • Libertas quae sera tamen. (Liberdade ainda que tardia.)
  • Lignum tortum haud unquam rectum. (Pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.)
  • Lis litem parit. (Questão puxa questão.)
  • Litem ne quaere cum licet fugere. (É melhor uma ruim acomodação que uma boa questão.)
  • Litterarum radices amarae, fructus dulces. (Aprende chorando e rirás ganhando.)
  • Longum iter emensus, mendacia longa reportat. (Grandes viagens, grandes mentiras.)
  • Lucerna sublata nihil discriminis inter mulieres. (De noite, todos os gatos são pardos.)
  • Lupus non curat numerum. (Do contado como o lobo.)
  • Lupus pilum mutat, non mentem. (O lobo muda o pelo,não a índole.)

M

  • Malis mala succedunt. (Uma desgraça nunca vem só.)
  • Minima de malis. (Dos males, o menor.)
  • Magis experiendo quam discendo cognoscitur. (Mais se sabe por experiência que por aprender.)
  • Mala parta, male dilabuntur. (O mal ganhado, o diabo o leva.)
  • Malecicens pejus audit. (Quem mal fala, pior ouve.)
  • Mali principii malus exitus. (Princípios ruins, desgraçados fins.)
  • Mali principii malus finis. (Acaba mal o que começa mal.)
  • Malo accepto sultus sapit. (O tolo aprende à sua custa.)
  • Malo tacere mihi quam mala verba loqui. (Quem muito fala, muito enfada.)
  • Malo tutus humi repere quam ruere. (Antes burro que me leve que cavalo que me derrube.)
  • Mammas atque tatas nimium conducit habere; sed potum et multum praestat habere cibum. (Pai e mãe é muito bom, barriga cheia é melhor.)
  • Materiam superabat opus. (Mais vale o feitio que o pano.)
  • Mature fies senex, si diu velles esse senex. (Se queres ser velho moço, faze-te velho cedo.)
  • Medio tutissimus ibis. (Nem tanto, nem tão pouco.)
  • Mel in ore, fel in corde. (Boca de mel, coração de fel.)
  • Melior est canis vivis leone mortuo. (Mais vale um cão vivo que um leão morto.)
  • Melius est abundare quam deficere. (Antes de mais que de menos.)
  • Melius est pueri fleant quam senes. (Se há de mais tarde chorar o pai, chore agora o filho.)
  • Memento Mori et Carpe Diem. (Lembre-se que é mortal e aproveite o momento.)
  • Mendacem emptorem crumena arguit. (Quem compra e mente, na bolsa o sente.)
  • Mendaci ni verum quidem dicenti creditur. (Na boca do mentiroso o certo se faz duvidoso.)
  • Mens sana in corpore sano. (Mente sã em corpo são.)
  • Mensura omnium rerum optima. (Tudo na vida quer tempo e medida.)
  • Mites possident terram. (Os mansos possuem o mundo.)
  • Molam qui vitat, farinam vitat. (Quem não quer trabalho, não quer ganho.)
  • Molli paulatim flavescit campus arista. (De grão em grão, a galinha enche o papo.)
  • Mons cum monte non miscetur. (Duro com duro não levanta muro.)
  • Morbus hereditarius. (Pela linha vi a tinha.)
  • Morienti cuncta supersunt. (Ao vivo tudo falta, e ao morto tudo sobra.)
  • Mors omni aetate communis est. (A morte não poupa ninguém.)
  • Morte nihil certius est, nihil vero incerta quam ejus hora. (A hora é incerta, mas a morte é certa.)
  • Mula senex fulvis orntur saepe lupatis. (Para mula velha, cabeçada nova.)
  • Multa ferunt anni venientes commoda secum. (Quanto mais se vive, mais se vê.)
  • Multa fidem promissa levant. (Muito prometer é uma maneira de enganar.)
  • Multa in bellis inania. (Tempo de guerra, mentira como terra.)
  • Multi sunt vocati, pauci vero electi. (Muitos são os chamados, porém poucos os escolhidos.)
  • Multis lingua nocet; nocuere silentia nulli. (Quem muito fala, muito erra./Mais se arrepende quem fala do que quem cala.)
  • Multitudo imperatorum curiam perdidit. (Onde muitos mandam, ninguém obedece.)
  • Mus miser est sabe que solo clauditur uno. (Infeliz do rato que só conhece um buraco.)
  • Musco lapis volutus non abducitur. (Pedra que rola não cria limo.)

N

Nil est dictu facilius

Nada é mais fácil do que falar.

Nihil sine labore

Nada se consegue sem trabalho.

Non ducor, duco

Não sou conduzido, conduzo.

Ne quid nimis

Toda sobra é demasiada

Nihil sine Dio

O pouco com Deus é muito, e o muito sem Deus é nada

Non male sedit qui bonis adhaerit

Chega-te aos bons e serás um deles

Non omnia quae vera sunt recte dixeris

Nem todas as verdades se dizem

Naturae sequitur semina quisquis suae

Cada qual conforme seu natural

Ne sutor ultra crepidam

Não suba o sapateiro além da chinela

Nec semper lilia florent

Nem todo dia é dia santo

Necessitas caret lege

A necessidade não tem lei

Nemini fidas, nisi ei, cum quo prius modium salis absumptseris

Não te deves fiar senão naquele com quem já comeste um molho de sal

Nemo consilio obligatur

Quem aconselha não obriga

Nemo dat quod non habet, nec plus quam habet

Ninguém dá o que não tem, nem mais do que tem

Nemo infelicitati propinquior, quam nimis felix

Quanto maior é a ventura, tanto menos é segura

Nemo nascitur sapiens

Ninguém nasce sabendo

Nemo nupsit inops, dives nec mortuus ullus

Não há casamento pobre, nem mortalha rica

Nemo omnibus placet

Ninguém é moeda de vinte patacas, para agradar a todos

Nemo potest duobus dominis servire

Ninguém pode servir a dois senhores

Nemo sua sorte contentus

Ninguém se contenta com o que tem

Neque nullis sis amicus, neque multis

Muitos amigos em geral, e um em especial

Nesciat sinistra quod faciat dextera tua

Não saiba a mão esquerda o que faz a direita

Nihil est quod Deus efficere non possit

A Deus nada é impossível

Nihil lucri cepit qui nulla pericla subivit

Quem não arrisca, não petisca

Nihil satis est, quia tanti, quanti habeas, sis

Tanto tens, tanto vales

Nihil sub sole novi

Não há nada de novo debaixo do sol

Nil melius muliere bona

Mulher boa é prata que soa

Nmo propheta acceptus est in patria sua

Ninguém é profeta em sua terra

Nobilis, ut vitet probrum, dat pectora ferro

Homem honrado, antes morto que injuriado

Nocte lucidus, interdiu inutilis

O que se faz de noite, de dia aparece

Nolente Deo, effundentur inaniter preces

Quando Deus não quer, Santos não rogam

Non bene imperat, nisi qui paruerit imperio

Não sabe governar quem não sabe obedecer

Non bene pro toto libertas venditur auro

Arrenego de grilhões, ainda que sejam de ouro

Non fuit in solo Roma peracta die

Roma não se fez num dia

Non in solo pane vivit homo

Nem só de pão vive o homem

Non omnis quod licet honestum est

Nem tudo que é lícito é honesto

Non male sedet qui bonis adhaeret

Quem a boa árvore se chega, boa sombra o cobre

Non mos ad vitam, sed consuetudo probanda

Dize-me com quem andas e eu te direi as manhas que tens

Non omne id quod fulget, aurum est

Nem tudo que luz é ouro

Non patri, nato et fratri rixentibus adstes

Entre pais e irmão não metas as mãos

Non progredi est regredi

Quem não avança, recua

Non scholae, sed vitae discimus

Não estudamos para a escola, mas para a vida

Non multa, sed multum

Não muitos, mas os melhores

Nosce te ipsum

Conhece-te a ti mesmo

Nostra nos decet, non sanguine niti

É melhor ser bom que de boa raça

Nova placent

Do que é novo gosta o povo

Nubere vis apte? Vicino nube merito

Casa tua filha com o filho de teu vizinho

Nulli pro libito est unquam concessa libertas

Quem não quer quando pode, não pode quando quer

Nullum secretum est ubi regnat ebrietas

Cachaceiro não tem segredo

Nummus nummum parit

Dinheiro é que faz dinheiro

Nunc bene navigavi, cum naufragium feci

Há males que vêm por bem

Nuntio nihil imputandum

Portador não merece pancada

Otium longum taedium vitae generat

O ócio longo gera o tédio da vida

Obscurum vestis contegit ampla genus

Bom traje encobre ruim “linhage”

Omnium rerum vicissitudo est

Não há bem que sempre dure, nem mal que sempre ature

Opus artificem probat

O trabalho é que faz o homem

Oblata occasione, vel justus perit

Arca aberta, o justo peca

Oblata occasione, vel justus perit

Porta aberta, o justo peca

Occasio facit furem

A ocasião faz o ladrão

Oculis magis habenda fides quam auribus

Ver para crer

Oculum pro oculo, dentem pro dente

Olho por olho, dente por dente

Oculus animi index

Os olhos são a janela da alma

Oculus domini saginat equum

A vista do dono engorda o cavalo

Omnes sibi prius quam alteri esse volunt

Cada qual puxa a brasa pra sua sardinha

Omnia cinis aequat

A morte tudo nivela

Omnia eveniunt ut sunt humana

Tudo pode ser, sem ser milagre

Omnia fert aetas

O tempo tudo traz

Omnia qui reticet, munera pacis habet

Quem cala não quer barulho

Omnia rara cara

O que é raro é caro

Omnia si perdas, famam servare memento

Perca-se tudo, menos a honra

Omnis comparatio odiosa

Toda comparação é odiosa

Omnis potestas impatiens consortis erit

Mandar não quer par

Optima citissime pereunt

O que é bom não dura

Ora et labora

Reza e trabalha

Otium cum dignitate

Prazer com dignidade

Pace et Sapere

Paz e Sabedoria

Pacta sunt servanda

Pactos são para serem cumpridos

Panem et Circenses

Pão e circo

Parce sepultis

Enterrado, perdoado

Pares cum paribus facillime congregantur

Cada qual com seu igual

Parturiun montes, nascetur ridiculus mus

O parto da montanha

Paulatim deambulando, longum conficitur iter

Devagar se vai ao longe

Pauper dominum, non sortem mutat

Pobre muda de patrão, mas não de condição

Pecuniae obediunt omnia

Quem dinheiro tiver, fará o que quiser

Per multum risum stultus cognoscitur

Muito riso é sinal de pouco siso

Perdere verba leve est

Falar é fôlego

Perditus est, mala qui sequitur vestigia pravi

Do perdido perca-se o sentido

Periunt summos fulmina montes

Raio não cai em pau deitado

Philosophum non facit barba

A barba não faz o filósofo.

Pignus fideijussore securius

Mais vale penhor que fiador

Plura timenda divitibus

Quem tem o que perder, tem o que comer

Plurima conants prendere pauca ferunt

Quem muito abarca, pouco aperta

Plurima cum tenuit, plura tenere cupit

Quem mais tem, mais deseja

Plurima praestat amor, sed sacra pecunia cuncta

Amor faz muito, mas dinheiro faz tudo

Plurimum valet gallus in aedibus suis

Muito pode o galo no seu terreiro

Plus valet passer in manibus, quam sub dubio grus

Mais vale um pássaro na mão que dois voando

Post bellum auxilium

Terminada a guerra, o reforço. (Erasmo de Roterdão, Adagia 3.6.17)

Post gaudia, luctus

Quem ri hoje, chora amanhã

Post nubila, Phoebus

Depois da tempestade, vem a bonança

Potentes ne tentes aemulari

Com teu amo não jogues as pêras

Praestat invidiosum esse quam miserabilem

Antes invejado que lastimado

Praestat tacere quam stulte loqui

Quem não sabe falar, é melhor calar

Praeterita mutare non possumus

O passado não podemos mudar

Praeteritum tempus umquam revertitur

Tempo perdido não se recupera

Pretiosa quam sit sanitas morbus docet

Só se sabe o que é saúde quando se está doente

Primum non nocere

Primeiro não prejudicar

Primus amor potior

Amor primeiro não tem companheiro

Primus veniens, primus molet

Quem primeiro anda, primeiro manja

Priusquam mactaveris, excorias

Antes de matar a onça, não se faz negócio com o couro

Pro beneficio maleficium accipere

Por bem fazer, mal haver

Pro ratione Deus dispertit frigora vestis

Deus dá o frio conforme a roupa

Procul ex oculis, procul ex mente

Longe da vista, longe do coração

Promptius est omnibus judicare quam facere

De obras feitas todos são mestres

Propositum capiunt Tartara, facta Polus

De boas intenções o inferno está calçado

Prudens in loquendo est tardus

Bom saber é o calar, até ser tempo de falar

Psittacus vetus non discit loqui

Papagaio velho não aprende a falar

Pudere praestat quam pigere

Mais vale vergonha na cara que mágoa no coração

Pusillum pusillo si addas, fiet ingens acervus

De muitos poucos se faz um muito

Quis custodiet ipsos custodes

Quem guardará os guardiões? ou Quem vigia os vigilantes?

Quae mala cum multis patimur leviora videntur

Mal de muitos consolo é

Qui matrimonio jungit virginem sua bene facit, et qui non jungit melius facit

Casar é bom, não casar é melhor

Quae dolent ea molestum est contingere

Em casa de enforcado não se fala em corda

Quae fuit durm pati meminisse dulce est

O que é ruim de passar é bom de lembrar

Quae recte fiunt nunquam benefacta peribunt

Fazer o bem nunca se perde

Quae sunt Caesaris, Caesari

A César o que é de César

Quae vult rex fieri, sanctae sunt congrua legi

Vão as leis onde querem os reis

Quaerenti propere danda est responsio lenta

A pergunta apressada, resposta demorada

Qualis dominus, talis servus

Tal amo, tal criado

Qualis pagatio, talis laboratio

O trabalho regula a paga

Qualis pater, talis filius

Tal pai, tal filho

Quantum quisque se ipsum facit, sic fit ab amicis

Como cada um se estima, assim o estimam

Qui bene amat, bene castigat

Quem bem ama, bem castiga

Qui bene perquirunt, promptius inveniunt

Quem procura, acha

Qui caret asino, clitellam ne quaerat

Quem não tem farinha, para que quer peneira?

Qui dat pauperi non indigebit

Quem dá aos pobres empresta a Deus

Qui est sine peccato, primum in illa lapidem mittat

Quem se sentir sem culpa, atire a primeira pedra

Qui furtim accipit, palam exsolvit

Quem o alheio veste, na praça o despe

Qui gladio ferit, gladio perit

Quem com ferro fere, com ferro será ferido

Qui me amat meos diligit

Quem ama a Beltrão, ama seu irmão

Qui me amat, meos diligit

Quem ama a Beltrão, ama seu cão

Qui nescit dissimulare, nescit regnare

Quem não sabe fingir, não sabe governar

Qui nescit orare, pergat ad mare

Quem anda no mar aprende a rezar

Qui nescit tacere, nescit et loqui

Quem não sabe calar, não sabe falar

Qui nimis inquirit, multa pericla subit

Quem as coisas muito apura, não vive vida segura

Qui nimium properat serius absolvit

A maior pressa é o maior vagar

Qui nimium properat, serius absolvit

Quem adiante não olha, atrás se fica

Qui non est mecum, contra me est

Quem não é por mim, é contra mim

Qui non laborat, non manducet

Quem não trabalha, não come

Qui non zelat, non amat

Quem tem amor, tem ciúme

Qui postremus abit, redeuntibus ostia claudet

Quem vier atrás, que feche a porteira

Qui se consuluit solus secum ipse dolebit

Quem não aceita conselhos, não merece ajuda

Qui servit communi servit nulli

Amigo de todos e de nenhum, tudo é um

Qui solus comedit, solus sua pondere gestat

Quem sozinho comeu seu galo, sozinho sele seu cavalo

Qui tacet, consentire videtur

Quem cala, consente

Qui varrant, pauci; est multus, qui sordidet aedes

Mais há quem suje a casa que quem a varra

Quid pectunt qui non habent capillos?

Careca não gasta pente

Quid pro Quo

Isso por aquilo

Quid rides me flente?;novum tibi crede futurum luctum, forte meus cum mihi priscus erit

Quando os meus males forem velhos, os de alguém serão novos

Quilibet est tuguri rex, dominusque sui

Em sua casa cada um é rei

Quis quae vult dicit, quae non vult audit

Quem diz o que quer, ouve o que não quer

Quisquis iniqua facit, patiatur iniqua, necesse est

Quem fz neste mundo, aqui mesmo paga

Quisquis ovem simulat, hunc lupus ore vorat

Quem se faz de ovelha, o lobo o come

Quod erat demonstrandum

E assim se demonstra

Quo quisque est altior, eo est periculo proximior

Quem mais alto sobe, maior queda dá

Quod abundat non nocet

O que é de mais mal não faz

Quod difertur non aufertur

O que não se faz em dia de Santa Luzia, faz-se noutro qualquer dia

Quod gratis asseritur, gratis negatur

O que é dito sem fundamentos, pode ser negado sem fundamentos

Quod me nutrit me destruit

O que me nutre, me detrói

Quod multum commune est, minima abdhibitur diligentia

Panela que muitos mexem, ou sai insossa ou salgada

Quod nimium est, laedit

Tudo que é demais aborrece

Quod non potest diabolus mulier evincit

Onde o diabo não pode a mulher prevalece

Quod sapiens prius facit, stultus posterius

O que o sábio faz primeiro, faz o néscio derradeiro

Quod tibi non vis, alteri ne facias

Não faças a outrem o que não quererias que ti fizessem

Quos Jupiter perdere vult prius dementat

A quem Júpiter quer destruir ele primeiro faz louco

Quousque promittas tardus, ut festinus praetes

Até prometer, sede escasso

Quum finis est licitus etiam media sunt licita

O fim justifica os meios

Quantum mutatus ab illo!

Quem foi Naninha!

Qui vult rite mori, ne prave vivat oportet

Quem bem vive, bem morre

Quid caeco cum speculo?

Para que cego com espelho?

Quid Est Ergo Tempus?

O que é então o Tempo?

Rara avis

Ver avis rara

Remedium irae mora est

O remédio para curar a ira é a demora.

Requiescat in pace (R.I.P.)

Descanse em paz.

Radix Malorum est Cupiditas

A ganância é a raiz de todo o mal

Re opitulandum, non verbis

Obras são amores e não palavras

Regula certa datur qui stat bene ne moveatur

Quem está bem, deixe-se estar

Res ab exitu spectanda et dirigenda est

Antes de entrar, pensar na saída

Res ipsa loquitur

As coisas falam por si mesmas (a força do prejuízo causado que serve como prova mais do que o suficiente pela negligência cometida)

Res modo formoase foris, intus erunt maculosae

Por fora bela viola, por dentro pão bolorento

Res ubicumque sit pro domino suo clamat

O alheio chora a seu dono

Responsio mollis frangit iram

Resposta branda a ira quebranta

Rore non pascitur

Estar comendo brisa

Simila similibus curantur

O igual cura o igual (Hahnemann – homeopatia).

Si fueris Romae, Romano vivito more

Em Roma, sê romano

Si vidua est locuples, lacrimoso lumine ridet

Viúva rica com um olho chora e com o outro repica

Singula quae non possunt multa collecta juvant

Um grão não enche o celeiro, mas ajuda o companheiro

Saepe potestatem solita est superare voluntas

Mais faz quem quer do que quem pode

Sapientia longe preestat divitiis

Acaba-se o haver, fica o saber

Se gerit egregium speculum veteranus amicus

Não há melhor espelho que amigo velho

Se vestem repares, longum durabis in annum

Remenda teu pano, durará mais um ano; remenda outra vez, durará mais um mês; torna a remendar, para então se acabar

Semel artiex, millies artifex esse potest

Quem faz uma vez, faz duas e três

Semel malus, semper malus

Quem foi ruim, não deixa de ser

Scientia potentia est

Conhecimento é poder

Scientia non habet inimicum nisi ignorantem

O conhecimento não tem inimigos excepto os ignorantes

Sementem ut feceris, ita metes

Cada um colhe conforme semeia

Semper eris similis cum quibus esse cupis

Quem com coxo anda, aprende a mancar

Semper flamma fumus proxima est

Onde há fumaça, há fogo

Semper habet lanam, cui copia larga bibentum

Quem tem carneiro, tem lã

Semper mendax impudens

Quem sempre mente, vergonha não sente

Senectus est morbus

Velhice é doença

Senectus est velut altera pueritia

Velhice, segunda meninice

Senectus non sola venit

A velhice nunca vem sozinha

Sentientum cum multis

É melhor errar com muitos que acertar com poucos

Sera sunt baba pos vigesimum, scientia post trigesimum, divitiae pos quadragesimum

Quem aos vinte não barba, aos trinta não casa e aos quarenta não tem, não barba, não casa, não tem

Sero venisti

Tarde piaste!

Sero venientibus ossa

Aos que chegam tarde só restam ossos

Si corvus posset tacitus pasci, haberet plus dapis

Ovelha que berra, bocado que perde

Si dulcis fias ut mel, te musca vorabit

Quem se faz de mel, moscas o comem

Silent inter arma leges

Se as armas falam, as leis se calam

Silentii tutum praemium

Quem cala vence

Sine nomine vulgus

O sem importância

Sine qua non

Sem a qual não

Si mea non coenes, gratior hospes es

Hóspede jejuador, bem-vindo seja!

Si potes lente, capiasque famelicus escam optatam, exiguo tempore pinguis eris

Quem quiser cedo engordar, coma com fome e beba devagar

Si prestabis, non habetis; si habetis, non tam bene; si tam bene, non tam cito; si tam cito, perdis amicum

Emprestaste e não cobraste; e, se cobraste, não tanto; e, se tanto, não tal; e, se tal, inimigo mortal

Si tua das cunctis omnia, multa feres

Quem dá o que é seu, sem ele se fica

Si vis apte nubere, nube pari

Casar com os de sua igualha

Si vis pacem, para bellum

Se queres a paz, prepara-te para a guerra

Sol lucet omnibus

O sol nasce para todos

Solve aes alienum et quod te cruciat, scias

Quem paga o que deve, aumenta o que é seu

Somnus est frater mortis

O sono é parente da morte

Sorte sua quisque dives, si contentus

Rico é quem se contenta com o que tem

Stultorum infinitus est numerus

O número dos tolos é infinito

Stultus quoque si tacuerit, sapiens reputabitur

O tolo calado passa por sabido

Sua melius insanus curat quam sapiens aliena

Mais sabe o tolo no seu do que o sisudo no alheio

Sub sordido palliolo latet sapientia

Debaixo duma ruim capa está um bom jogador

Sustine et abstine

No sofrer e no abster está todo o vencer

Suum cuique pulchrum

Quem o feio ama, bonito lhe parece

Suum cuique tribuere

O seu a seu dono

Tam desunt avido sua quam quod non habet

Ao avarento falta o que não tem e falta o que tem

Tam procul ex oculis quam procul ex corde

Quem não aparece, se esquece

Tandem Felix

Finalmente feliz (André-Marie Ampère.)

Tarde benefacere nolle est

Tarde dar é o mesmo que negar

Tempora mutantur et nos in illis

Novos tempos, novos costumes

Tempus dominus rationis est. (O tempo é o senhor da razão.)

Tempus fugit

O tempo foge

Tempus longum vitiat lapidem

Tudo passa sobre a terra

Tempus tempora temperat

Tempo é remédio

Temulentus dormiens non est excitandus

Ninguém acorde o cão que está dormindo

Teneo te Africa

“Eu te tenho, África!” Suetônio atribuiu esta frase à Júlio César, quando este estava na costa da África.

Terminus pendeo in exordium

O fim depende do início

Testis unus, testis nullus

Uma testemunha, nenhuma testemunha

Timor Domini initium sapientiae est

O temor de Deus é o princípio da sabedoria

Tollat te, qui te non novit

Quem não o conhecer, que o compre

Torpida saepe lupos custodia pascit iniquos

Do mal guardado come o gato

Tot capita, tot sententiae

Tantas cabeças, tantas opiniões

Tractent fabrilia fabri

Cada qual no seu ofício

Tu quoque, Brute, fili mi!

Até tu, Brutus, meu filho! (palavras de Júlio César a seu amigo e filho adotivo, Brutus, que o esfaqueava junto com os membros do senado romano)

Tunc male vulpi erit, si muscas prendere tentet

Infeliz da raposa que anda aos grilos

Tutum silentium praemium

Em boca fechada não entra mosca

Unius peccata tota civitas luit

Paga o justo pelo pecador

Ut quemque Deus vult esse, ita est

Cada qual como Deus fez

Ubi amici, ibi opes

Mais vale amigo na praça do que dinheiro na caixa

Ubi bene, ibi patria

Onde bem me vai, tenho mãe e pai

Ubi major est, minor cedat

Onde está a força maior, cessa a menor

Ubi mel, ibi apis

Onde há mel, há abelhas

Ubi Papa, ibi Curia

Onde está o Papa, está a Cúria

Ubi Petrus, ibi Ecclesia; ubi Ecclesia, ibi Christus

Onde está Pedro está a Igreja, onde está a Igreja está Cristo

Ubi societas, ibi jus

Onde esta a sociedade, esta o direito

Una hirundo non facit ver

Uma andorinha só não faz verão

Unus duntaxat non preliatur

Quando um não quer, dois não brigam

Usque ad aras amicus

Amigos, amigos! negócios à parte!

Usus optimus rerum magister

Usa e serás mestre

Ut quisque fortuna utitur, ita loquitur

Cada qual fala da feira, conforme lhe vai nela

Uti, non abuti

Usar, não abusar

Utile dulci

Junta o útil ao agradável

Utile quid nobis novit Deus omnibus horis

De hora em hora, Deus melhora

Utile quid nobis novit Deus omnibus horis

Deus sabe o que faz

Utilius tarde quam nunquam

Antes tarde do que nunca

Vae mortuis!

Triste de quem morre!

Vae solis

Ai dos sós

Vae victis

Ai dos vencidos

Verba Movent, exempla trahunt

As palavras movem, os exemplos arrastam

Veritas Liberate Vos

A verdade vos liberta.

Veni, vidi, vici

Vim, vi e venci (Júlio César).

Vitiis nemo sine nascitur

Ninguém nasce sem defeitos

Virtus in medium est

A virtude está no meio – (Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, ou ainda Nem oito, nem oitenta).

Verbum volat, scriptum manet

A palavra voa, a escrita permanece

Vir stultus capituvus est

O homem que é tolo é cativo

Velle suum cuique est

Cada qual é dono de suas ventas

Vanitas vanitatum, et omnia vanitas

No mundo, tudo é vaidade

Vanitas vanitatum, omnia vanitas

Vaidade das vaidades, tudo é vaidade

Vas malum non frangitur

Vaso ruim não se quebra

Vas vitae vigilans

médico cardiologista

Vende domi, emi in mundinis

Vender em casa, comprar na feira

Venter auribus caret

Quem está com fome não escuta conselhos

Venter plenus somnum parit

Barriga cheia, pé dormente

Ventum seminabunt et turbinem metent

Quem semeia ventos, colhe tempestades

Verba mollia et efficacia

As boas palavras custam pouco e valem muito

Verba non implent marsupium

Conversa fiada não bota panela no fogo

Verba volant

Palavras, leva-as o vento

Verbum emissum non redit

Palavra e pedra que se soltam não têm volta

Veritas odium parit

Dizendo-se as verdades, perdem-se as amizades

Veritatis simplex oratio

A verdade dispensa enfeites

Via trita, via tuta

Estrada aberta é caminho

Vilis aqua et panis, potus et esca canis

Água e pão, comida de cão

Vincere cor proprium plus est quam vincere mundum

Quem se vence, vence o mundo

Vincit qui se vincit

Vence quem se vence

Vincit qui tapitut

Quem não sabe sofrer, não sabe vencer

Vinum intra, subsidant mella, superstet oliva

Vinho do meio, mel de baixo, azeite de cima

Vis grata puellae

Violência apreciada pela rapariga (Ovídio)

Volenti nihil difficile

A quem quer, nada é difícil

Volle est posse

Querer é poder

Voluntas pro facto reputatur

A intenção é que faz a ação

Vox populi, vox Dei est

Voz do povo é a voz de Deus